Um blog para todos e ninguém, muito além do bem e do mal. Pode conter falhas, mas isso é tão humano. Demasiado humano. Caso eu digite errado, ofenda alguém ou mude de idéia posteriormente sobre algum assunto, já tenho minha desculpa:
Assim falhou Zaratustra
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Sábado, Maio 27, 2006
- ... e pode tirar seu cavalinho da chuva !
- O quê !? Tá chovendo?
Silêncio. Ouve-se o barulho da chuva.
- Meu cavalo!
E correu porta afora.
14:54
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Quinta-feira, Maio 25, 2006
10 em 10
Desabava o céu azul assim que seus olhos se debulhavam como milho sobre as noites perversas de outrora, nas manhãs incertas e frias, a aurora como uma brisa ensandecida, destruindo o mato e o calor do agasalho remoído pelas traças dos dias e das horas mais frias e tenras e ternas e paradoxais. No instante do vôo do sim, esquivou-se a luz para acircunspecta proteção das grades e dos arames movediços. Acabar-se como um nada é ver-se, crer-se um ídolo, saber-se césar, manter-se deus. Duvidar-se é trevas, é ferro e fogo, é ocaso do ser enquanto humano. Mas é plenitude em sua mais abjeta e desprezível forma. Por ser humano, sou abjeto. E não deprecio-me por isso. Regozijo-me. Há que exaltar as nossos excretos para nos mantermos em nosso nível. Superar o homem é colocá-lo em sua sarjeta. Em seu devido e vulgar lugar.
23:16
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Quinta-feira, Maio 11, 2006
A Dream Within a Dream
Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow -
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand -
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep - while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
(1827)
by Edgar Allan Poe
21:55
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